ESCOLAS CÍVICO-MILITARES PARA FORJAR CIDADÃOS

O sistema de escolas cívico-militares é sucesso onde foi adotado. O segredo são seus pilares: disciplina, valorização da hierarquia e princípios de família e de pátria. Parece simples, mas basta olhar em volta para constatar a carência desses ideais em diversos segmentos sociais. O êxito da iniciativa se comprova ao cotejar os indicadores fixados pelo Ministério da Educação.

O projeto de lei que apresentei na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul assegura total autonomia aos estabelecimentos de ensino no que diz respeito ao conteúdo curricular. O objetivo é empregar militares da reserva das Forças Armadas e da Brigada Militar para exercer funções de monitoria nas escolas. A rotina se dará “da sala de aula para fora”, sem interferência nas disciplinas ministradas.

A ideia tem sido recebida com entusiasmo pela sociedade. Há poucos dias, durante audiência que mantive em Brasília, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, revelou que o MEC adotará nosso projeto como modelo para todo o Brasil.

​Contratados a partir de convênios firmados com as prefeituras, os integrantes das forças militares serão exclusivamente da reserva. Nenhum servidor da segurança pública será retirado das ruas ou de outras atividades afins.

Os homens e mulheres contratados a partir do nosso projeto serão treinados e terão orientação para uniformizar os procedimentos na função de monitoria. A importância dessa função ganha maior relevo quando se observa algumas características comportamentais de uma geração que causa preocupação.

Atentados em escolas tem se repetido com frequência assustadora. No chamado “Massacre do Realengo”, no Rio de Janeiro, em 7 de abril de 2011, houve 11 mortos. Outro, mais recente, em 13 de março último, acontecido em Suzano (SP), ceifou outras 10 vidas e fez pelo menos 15 feridos.

O traço comum envolve o livre acesso das pessoas que provocaram essas tragédias. Os servidores previstos em nosso projeto de lei terão, entre outras atividades, a função de identificar o público que transita nos limites da escola, dando maior proteção para alunos, pais, professores e funcionários.

O reforço da segurança se mostrará ainda mais relevante em escolas de regiões com vulnerabilidade social ou distantes de centros, onde a ocorrência de delitos constitui rotina. A presença de militares adestrados e acostumados à rotina de segurança, identificados e uniformizados, é um óbice para inibir a ação de marginais que atualmente encontram escolas desguarnecidas.

Nosso projeto também prevê a execução de atividades como hasteamento do pavilhão nacional e eventos cívicos. O resgate do amor à pátria e a valorização da família estão no fulcro do ideário de nossa iniciativa.

Vivemos tempos de transformações de comportamento, desvirtuamento de valores e liberdade irresponsável, sem a devida contrapartida de exigências e maturidade. O resultado é uma geração que preocupa e clama por amor com limites.

As escolas cívico-militares representam mais que um sistema voltado ao resgate de princípios. São parte de uma proposta concreta e viável de reconstrução de um ambiente que historicamente forjou cidadãos, muitos deles que comandaram esta nação e que são eternos exemplos.

Tenente-coronel Luciano Zucco
Deputado estadual do Rio Grande do Sul (PSL)

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