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Identidade Sul SC - Róger Bitencourt, jornalista

Identidade Sul SC - Róger Bitencourt, jornalista


15/05/2013 - 13h16

Chapão de Luiz Henrique

Fazer política requer coragem. E isso o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) tem de sobra. Some-se a isso uma grande capacidade de articulação e olhar apurado para os fatos políticos, e as teses do ex-governador passam a ser encaradas como verdade.

Luiz Henrique agitou o cenário eleitoral do Estado defendendo abertamente um grande chapão para reconduzir Raimundo Colombo (PSD) ao governo e apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). A proposta reuniria PSD, PMDB, PT e PP, deixando apenas o PSDB de fora (não por desejo de LHS, mas porque os tucanos estarão com Aécio Neves no plano federal). Na tese de Luiz Henrique, Colombo teria um peemedebista de vice, e a vaga do Senado ficaria com o PT, cabendo ao PP mais espaço no governo.

Reações contornáveis

As reações vieram de todos os lados. No PMDB, tem gente que quer candidatura própria; no PP, lideranças dizem que não virão a reboque, e o PT é uníssono ao afirmar que a proposta é inaceitável. Até os tucanos reclamaram ingratidão do ex-governador por serem substituídos pelo PT no chapão.

Nem mesmo o governador Raimundo Colombo, maior beneficiado da ideia, está convencido de se aliar aos petistas, adversários históricos. Acontece que, sobre o PMDB, Luiz Henrique exerce forte liderança, o PT seguiria a determinação nacional, o PP não quer correr o risco de ficar fora da administração de novo e o governador seria convencido. Ou seja, a ideia é possível, sim. Ainda mais partindo de Luiz Henrique, que tem acertado todas na política catarinense nos últimos anos.

Sem partido

O deputado federal Jorge Boeira foi eleito pelo PT. Trocou o Partido dos Trabalhadores pelo PSD, do governador Raimundo Colombo, alegando falta de espaço. Agora deixa o PSD pela mesma motivação. Ainda não decidiu para onde vai.

Combinar com a OAB

Santa Catarina tem um novo procurador-geral. É Leandro Zanini, que substitui João dos Passos Martins Neto. O ex-procurador vai disputar uma vaga de desembargador e teria o aval do governador Raimundo Colombo para ser o indicado, mesmo antes da definição dos demais nomes e das votações na OAB e no Tribunal de Justiça. Com o governador, João dos Passos já está acertado, falta agora combinar com a OAB e o TJ.

Nariz torcido

Não é só o PT que torce o nariz para a ideia do chapão defendida pelo senador Luiz Henrique da Silveira. No PP, a ideia também não foi bem digerida por importantes lideranças, entre elas o deputado federal Esperidião Amin e o deputado estadual Silvio Dreveck. Eles acreditam em outras opções mais palatáveis aos pepistas de Santa Catarina: chapa própria, aliança com PSDB ou até mesmo com o PT.

Espaço

A fusão do PPS com o PMN deu origem ao MD – Mobilização Democrática. Em Santa Catarina, novo partido já tem espaço na Câmara Federal, com Carmen Zanotto, e na Assembleia Legislativa, com Sandro Silva, ambos ex-PPS.

100 dias

Os novos prefeitos já cruzaram a linha dos 100 primeiros dias. Período, segundo a maioria, de arrumar a casa, conhecer a máquina administrativa e recuperar os estragos deixados pelo antecessor. Nas maiores cidades de Santa Catarina, a grita dos prefeitos foi grande. Elizeu Mattos (PMDB), de Lages, mesmo tendo enfrentado uma eleição difícil e acalorada, fugiu ao padrão dos colegas. Completou os 100 dias de governo dizendo que é preciso olhar para frente e parar de ficar só reclamando. Começou bem.

100 dias na Capital

O prefeito de Florianópolis, Cesar Souza Junior (PSD), marcou a passagem dos 100 primeiros dias destacando o sucateamento da prefeitura e a dívida herdada, conforme ele, de R$ 254 milhões. O antecessor Dário Berger (PMDB) não gostou e rebateu afirmando que deixou mais de R$ 100 milhões em caixa. Cesar até já fez muito nos primeiros três meses, mas valorizou o contencioso com a administração passada e, na guerra de números, o que ele conseguiu foi trazer Dário de volta ao cenário político. O ex-prefeito estava completamente sumido.

Salários e servidores

Agentes penitenciários catarinenses realizaram manifestações no final do mês de abril, e professores ameaçam uma nova greve, o que seria muito danoso aos alunos e ao governo. Na outra ponta, a Secretaria da Fazenda informa que as despesas com folha de pagamento estão no limite e descarta reajuste para qualquer categoria. O secretário Antonio Gavazzoni alega queda na arrecadação. Luz amarela acesa.

PMDB dividido

O maior partido de Santa Catarina vai escolher novo presidente em junho e não esconde mais a divisão interna. O deputado federal Mauro Mariani e o vice-governador Eduardo Pinho Moreira vão disputar a presidência. Mariani defende o rompimento com o Governo do Estado e candidatura própria em 2014 e tem simpatia de prefeitos e de outras lideranças, como o ex-governador Paulo Afonso e o ex-prefeito Dário Berger. Moreira diz que ainda é cedo para esta decisão. É aliado do governador Raimundo Colombo, assim como a bancada estadual. Nenhum dos dois abre mão da presidência, o que pode levar o partido a uma divisão maior.

Tucanos não se bicam

A situação no ninho tucano catarinense é ainda mais dura que no PMDB. Já virou racha entre o senador Paulo Bauer e a bancada estadual. Bauer quer a presidência do partido e deseja ser candidato ao Governo do Estado. A bancada apoia o projeto de reeleição de Raimundo Colombo e quer o deputado estadual Marcos Vieira na presidência. A eleição seria no final de abril e foi adiada por intervenção da direção nacional. Líderes nacionais querem palanque para Aécio Neves no Estado, mas também não sabem se esse espaço poderá ou não ser junto com o Raimundo Colombo.

Comunicação

O governador Raimundo Colombo autorizou a reforma e ampliação do prédio que vai abrigar o Museu da Comunicação de Santa Catarina. O projeto é uma parceria com a Associação Catarinense de Imprensa. O Museu vai resgatar a história da comunicação no Estado, projetar o futuro e será totalmente interativo. O ato foi celebrado pelo presidente da ACI, jornalista Ademir Arnon, como um marco na história da comunicação catarinense.


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