DIA DA MULHER: DA REVOLUÇÃO À VERDADEIRA LIBERDADE

Artigo publicado no portal Poder 360

Sabe aquele ditado da sabedoria popular (a mais sábia de todas) que diz que “Deus escreve certo por linhas tortas”?​ Pois é, ao que tudo indica, esse é o caso do Dia da Mulher.

Atualmente, no 8 de março, dividimos-nos – ou nos somamos – entre paparicar e honrar nossas mulheres e, ao mesmo tempo, ressaltar nossos valores, defender nossa independência e respaldar nossa autonomia. Lugar de mulher é onde ela quiser, certo? Porém, a origem do Dia Internacional das Mulheres não é tão belo assim…

Eis a história: em 1910, as lideranças comunistas, em congresso da Segunda Internacional (grupo que reunia partidos socialistas de todo o mundo), proclamou o 8 de março como Dia Internacional da Mulher. Vladimir Lenin, que viria a ser ditador soviético, comandava o movimento que pretendia tirar as mulheres da “opressão do lar” e levá-las para a “liberdade das fábricas” na economia planificada do comunismo.

Anos antes, o mentor do movimento, Karl Marx, já defendia a necessidade de se engrossar as fileiras da revolução com mulheres e crianças. Disse ele em crítica à plataforma do Partido Social-Democrata Alemão: “Uma proibição geral do trabalho infantil é incompatível com a existência da indústria em larga escala e, por isso, um desejo piedoso e vazio”. O que Marx e Lenin queriam era que crianças, idosos e mulheres conformassem, com os homens, a imensa massa igualitária – igualmente miserável e à disposição da elite estatal. Nada diferente do que pensam os revolucionários atuais.

Contudo, para desespero dos revolucionários de ontem e de hoje, nós – as pessoas normais do mundo civilizado – subvertemos o Dia da Mulher. Cada vez mais, a data é marcada por expressões de respeito, veneração e prostração dos homens ante os valores femininos. Cada vez mais, nós mulheres avançamos nas conquistas, na relevância e no protagonismo da transformação da sociedade. Aliás, para o terror de quem criou esta data, cada vez mais a indústria e o comércio de presentes (o capitalismo!) agradecem pelo Dia da Mulher.

Sim, há ainda muito em que avançar. Precisamos de mais espaço e de mais igualdade para as mulheres que querem crescer, empreender, transformar. Mas precisamos também que algumas feministas – vejam só! – respeitem as mulheres que querem ficar em casa cuidando da família. Liberdade, autonomia e respeito, certo? Feliz Dia da Mulher!

Karim Miskulin
CEO do Grupo Voto

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