“A experiência de reeleição no país não foi bem-sucedida e essa é uma discussão que precisa ser feita no Congresso Nacional” Rodrigo Pacheco, presidente do Senado

Aprovado em 1997, sob a Presidência de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o direito à reeleição foi criticado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Para o senador mineiro, a experiência não teve êxito e deve ser discutida, sem pressa, pelo Congresso Nacional. Ao sair do Plenário, na última quinta-feira (10), ele falou:

“Considero que a experiência de reeleição no país não foi bem-sucedida e essa é uma discussão que precisa ser feita no Congresso Nacional. Eu gostaria muito que o Senado se debruçasse sobre essa matéria do fim da reeleição, mas sempre projetando isso para um futuro mais distante, para não se entender que isso tem um objetivo específico em relação a um candidato ou a um partido A, ou um partido B “

A posição de Pacheco à reeleição foi revelada após ele ser questionado por repórteres sobre a intenção do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de começar a discutir a alteração do atual regime de governo para o semipresidencialismo. A ideia é dividir os poderes do presidente da República com um primeiro-ministro a partir de 2030.

Pacheco contou que já discutiu o fim da reeleição com Lira:

“Externei isso ao presidente Arthur Lira para que possamos debater já agora, junto com o grupo de trabalho referente ao semipresidencialismo, de maneira muito séria o fim da reeleição no Brasil.”

A emenda que permitiu a reeleição no Brasil foi aprovada em 1997. Em 1998, Fernando Henrique Cardoso se reelegeu. Também foram beneficiados com esse direito os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT.

Em videoconferência com empresários, realizada em outubro de 2021, Pacheco atacou o apego ao poder em todas as esferas:

“O apego exagerado à eleição, o apego exagerado à reeleição, o apego exagerado ao poder é que acabam atrapalhando a política, não necessariamente o sistema. Se não houver um processo de amadurecimento político dos personagens que estão na política e que entendam que política não pode ser meio de vida (…), tendemos a ter os mesmos problemas de sempre.”

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