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Sala de imprensa
Ainda não haviam se passado 24 horas do resultado das eleições municipais quando lideranças partidárias do Rio Grande do Sul começaram a investir com força na publicização de nomes para a disputa de 2010. Só se fala em 2010 nas instâncias partidárias. Aliás, a preocupação com o que está em jogo daqui a dois anos fez com que, em alguns casos, caciques regionais de projeção nacional, de olhos postos no futuro, até esquecessem que havia um processo eleitoral em curso no final de outubro. Finda a eleição, a novidade imediata foi a projeção do nome de José Fogaça para a disputa ao governo do Estado, que era antes tratada como possibilidade remota. Além de Fogaça, contudo, são muitos os pretendentes. . Mais...

Em “silêncio obsequioso”, como define, desde sua última entrevista há dois anos, logo após a eleição de 2006, o mais experiente analista político do Estado (ele antecipou todos os vencedores das principais cidades gaúchas antes do primeiro turno), hoje gestor de crises e de imagem de grandes empresas, aceitou falar novamente à VOTO. José Barrionuevo largou o jornalismo há exatos cinco anos. Desencarnou total após três décadas como principal cronista político. Com seu estilo polêmico, faz restrições à arrogância de seus colegas, que “só têm certezas, deveriam ter mais dúvidas”, assegura que há vida fora das redações, que seu sucesso é visto como ofensa pessoal por alguns colegas que até hoje não entendem a sua atividade. Solta o verbo em seu escritório, onde recebe líderes políticos de todos os partidos e empresários de expressão, que vão se aconselhar com ele. Foi lá que “Barrio”, como é chamado pelos amigos, recebeu a equipe da revista para fazer uma análise da política gaúcha e nacional. Entre um café e outro, algumas farpas: “O Olívio Dutra parece aquele soldado japonês, não foi avisado que acabou a guerra”; “Yeda é conflito 100: chega às 9h da noite, se não tem crise, cria uma”. . Mais...
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Edição 49-Novembro de 2008 |
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